Arnaldo Antunes

Arnaldo Antunes explora, nesta performance, inúmeras possibilidades rítmicas e entoativas da linguagem poética — fala, berra, canta, entoa ou sussurra seus poemas, acrescentando, com esses recursos vocais, múltiplas sugestões de sentidos que dialogam com os poemas em si. Usa também efeitos e processamentos de sua voz ao vivo, além de improvisar sobre algumas bases de vozes pré-gravadas. Em algumas peças, Arnaldo sampleia sua própria voz, sequenciando várias camadas de loops, que se sobrepõem enquanto vão sendo executados. O resultado são ambientes sonoros variados, onde a palavra protagoniza a cena. A artista plástica Márcia Xavier projeta ao vivo imagens que somam significados aos poemas. Arnaldo também utiliza alguns objetos (um globo luminoso, fósforos, letras de metal, cartazes, etc) em sua ação, interagindo com cada um deles enquanto executa os poemas.

 

Sobre Arnaldo Antunes

Poeta, cantor e compositor, nasceu em São Paulo em 1960. Integrou o grupo Titãs, com o qual gravou sete discos. Em carreira solo desde 1992, já lançou os discos Nome, Ninguém, O Silêncio, Um Som, O Corpo (trilha para espetáculo de dança do Grupo Corpo), Paradeiro, Saiba, Qualquer, Ao Vivo no Estúdio, IêIêIê, Ao Vivo Lá em Casa, A Curva da Cintura, Acústico MTV, Disco e Já É e Ao Vivo Em Lisboa, além de Tribalistas (com Marisa Monte e Carlinhos Brown) e Pequeno Cidadão (projeto infantil com Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antônio Pinto e seus filhos). Tem vários livros publicados no Brasil (entre eles Psia, Tudos, As Coisas, 2 ou + Corpos no Mesmo Espaço, 40 Escritos, Como É Que Chama o Nome Disso, N. D. A. e seu último lançamento Agora Aqui Ninguém Precisa de Sí, na Espanha (Doble Duplo) e em Portugal (Antologia).

No momento, Arnaldo está excursionando com o show de seu último álbum.

Contato

7 + 13 =

Share This