Nascido em Uruçuca, antiga Água Preta do Mocambo, no sul do Estado da Bahia, quando ainda distrito de Ilhéus, Florisvaldo Mattos diplomou-se em Direito, em 1958, mas optou pelo exercício do jornalismo, no mesmo ano, integrando inicialmente a equipe fundadora do Jornal da Bahia, como extensão da militância cultural de parcela do grupo nuclear da Geração Mapa, que atuou na Bahia, nos anos 1960, sob a liderança do cineasta Glauber Rocha.

Foi professor da Universidade Federal da Bahia, onde ministrou disciplinas e ocupou cargos na Faculdade de Comunicação; presidente da Fundação Cultural do Estado da Bahia; escritor e poeta, desde 1995 ocupa a Cadeira 31, da Academia de Letras da Bahia; afastou-se do jornalismo em 2011, no cargo de Diretor de Redação do jornal A Tarde, de Salvador, onde antes editou o caderno “ A Tarde Cultural”, premiado em 1995 pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA.

É autor dos seguintes livros: Reverdor, 1965, Fábula Civil, 1975, A Caligrafia do Soluço & Poesia Anterior, 1996 (Prêmio Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores), Mares Anoitecidos, 2000, Galope Amarelo e outros poemas, 2001, Poesia Reunida e Inéditos, 2011, Sonetos elementais, 2012, Estuário dos dias e outros poemas, 2016, e Antologia Poética e Inéditos, 2017 (todos de poesia); Estação de Prosa & Diversos, (coletânea de ensaios, ficção e teatro, 1997); e A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates, 1998, e Travessia de oásis – A sensualidade na poesia de Sosígenes Costa, 2004, ambos de ensaio.